Mais de 800 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial no acesso universal à terapia antirretroviral. Agora, uma pesquisa conduzida pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), trouxe resultados que reacendem a esperança na busca pela cura da doença.
O estudo ganhou destaque ao acompanhar um voluntário que ficou conhecido como “Paciente de São Paulo”. Após anos de tratamento convencional contra o HIV, ele participou de um protocolo experimental que incluiu uma medicação específica associada à suspensão controlada dos remédios antirretrovirais. Desde então, os exames do paciente passaram a não detectar a presença do vírus no organismo.
Os resultados são considerados promissores pela comunidade científica, pois indicam a possibilidade de remissão prolongada do HIV sem a necessidade de tratamento contínuo. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam que o caso exige acompanhamento a longo prazo e a realização de novos estudos para confirmar se se trata, de fato, de uma cura funcional ou esterilizante.
Especialistas alertam que, apesar do avanço, o tratamento padrão não deve ser interrompido por pessoas que vivem com HIV fora de protocolos científicos rigorosamente supervisionados. A terapia antirretroviral continua sendo essencial para garantir qualidade de vida, reduzir a transmissão e manter o vírus sob controle.
O caso brasileiro se soma a outros relatos raros no mundo e reforça a importância do investimento em ciência e saúde pública. Se confirmados, os resultados podem representar um marco histórico no enfrentamento da AIDS e abrir caminho para novas estratégias terapêuticas capazes de beneficiar milhões de pessoas.









